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Licenciatura em matemática está entre os cursos prioritários do ProUni 27 de Maio de 2008

Posted by Prof. Renato in Notícias, matemática.
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O curso de licenciatura em matemática está entre os cursos considerados pelo MEC como prioritários para o país e os participantes do ProUni que optarem por tais cursos poderão contar com recursos do FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) e, se forem contemplados pelas bolsas complementares que normalmente são de 25%, os estudantes terão seus encargos educacionais assumidos cobertos pelo Fundo.
 
O pacote de cursos prioritários é composto por engenharia, medicina, geologia, cursos de tecnologia constantes do Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia e pelas licenciaturas em química, física, biologia e matemática.
 
A medida é baseada no estudo, divulgado há alguns meses, promovido pela Câmara da Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação) que indicava a falta de professores do ensino médio e previa um “apagão do ensino médio”, caso não fosse promovida alguma política de incentivo. O relatório estima que o país precisa de 235 mil professores, sendo que a disciplina física é aquela que necessita de mais professores: 55 mil.
 
Ainda segundo o estudo, uma das causas dessa falta de professores seria o baixo investimento por aluno que era cerca de metade que os vizinhos Chile e Argentina investiam. Como solução, o texto propõe que deve ser dada maior prioridade às licenciaturas em ciências da natureza e matemática, informatizar as escolas e dar bolsas de incentivo à docência, isso a longo e médio prazo.
 
O FIES já conta com taxas de juros menores para os estudantes que optam por cursos considerados prioritários. As taxas desses cursos são de 3,5% ao ano enquanto aos demais cursos são de 6,5% ao ano.
 
Recentemente a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) divulgou uma pesquisa em que afirmava que apenas 20% dos professores de matemática no país, sendo que muitos nem curso superior têm. Essa pesquisa foi divulgada na ocasião apenas pela Agência Estado e a assessoria de imprensa da instituição (capes)não enviou a pesquisa para que o Projeto Gauss tivesse um olhar mais aprofundado sobre o tema, divulgando apenas uma apresentação de slides que abordavam superficialmente o assunto.

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